
vida no campo
e, mais uma voltinha, mais uma calçotada e um fim de semana na casa dos pais do chefe.
o dia de sol da semana exige que se fique sentada na tijoleira quente, que se cheire as flores de amendoeiras até nos engasgarmos em pólen, comer outra calçotada (sim outra..), ficar a cheirar a fumo da fogueira, fotografar todas as portas antigas do pueblo, adormecer a ler ao sol, conquistar um gato arisco, folhear livros antigos de aprender a ler e escrever com textos de moral (como os da nossa ditadura que formatavam a cabeça desde a 1ª classe), gelar os pés e queimar a cara numa salamandra, aprender a distinguir uma madeira de amendoeira, falar portinhol com pessoas que não conheço de lado nenhum e que no fim da tarde já me chamam de "Nonô" (apesar de lhes ter dito que era "nini" ou "tana", os únicos diminutivos que alguma vez tive), perceber que as piadas acerca do meu nome tomam versões perversas quando o alcóol está envolvido ("a mi me gustam las "cristianas" de qualquer modo, ...crucificadas o no crucificadas", ahahaha...).
e a modos que um dia assim tão cansativo acaba em chá e galletas e cama às 9.30 ainda a arrotar ao molho dos malditos calçots, que se me obrigam a comer mais nesta encarnação juro que...
já sei dizer "no, Cristiana, pero no Ronalda"
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