48 dias. 48 entradas. 48 dias de Barcelona.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

24º dia

por aqui também não é fácil

hoje o tema são os nens/homes (estava a demorar, pensam vocês..). apesar do carinho (muito espontâneo e até constrangedor para quem, como eu, assiste), também há brigas violentas depois e antes de "fazer o amor". ai que são tímidos, ai que são fechados, ai que falam para dentro, ai que nunca convidam (sounds familiar?)...

ontem na chocolateria cedi amavelmente uma mesa a um par de namorados que logo me convidaram a partilhar a mesa. pois sim, ainda estava eu a pensar se valeria a pena fazer-me a uma menage à trois já eles estavam a discutir aos berros à minha frente (literalmente). para fazer de conta que não era nada comigo pus-me a ler um artigo cujo título era "posso engradivar de uma lula/polvo?" (penso que será porque estas imagens estão pela cidade toda à conta de uma expo do Picasso)...quando já estava vermelha por todas as razões e mais algumas, fugi para outra mesa. claro que eles já estavam aos beijinhos ainda eu não tinha terminado nem a tarte de maçã, nem o artigo (que dizia só que deve ser muito agradável o acto, mas que engravidar, propriamente, não...a sério????).

hoje na secção dos legumes do carrefour um casal estava a pesar pimentos, mas resolveu ter uma discussão e abraçar-se e essas coisas. e eu à espera na fila da balança. no fim ela perguntou algo como "mas podes ouvir-me uma vez que seja?" e ele foi ver qual era o número dos aipos....

ontem resolvi ajudar um mocinho que vinha com as mãos cheias de tubos de soluções de 0,5M e reagentes ao abrir-lhe as duas portas de entrada da faculdade. acho que ouvi algo como "..ci" enquanto fugia sem tirar os olhos do chão....

hoje descobri que umas das mais belas fotos que tinha visto de um casal de namorados daqui já não será mais possível. foi brusco e feio. como outras histórias que me lembro daí.

hoje é o dia do meio. de estar aqui. e parece que já passou muito mais do que falta.
agora vou para ali comer batatas cozidas que hoje ainda só comi massa e arroz e tenho como objectivo rebentar com a pirâmide alimentar.

já sei dizer "l'amor és fotut".

9 comentários:

  1. é, mesmo, o amor é fotut e é, também, por isso que lhe criamos tanta resistência*... importa, no entanto, sublinhar o Tudo que se sente ao beijar, ao acariciar, ao sentir a outra pessoa. isso relativiza tudo e torna a parte menos bonita bem mais suportável.
    mas assistir a isso é, claramente, desconfortável... não só para ti, repara...

    pois é, o brusco e feio que acaba com bonitos postais de amores perfeitos é universal, já se adivinhava... aquela malta da Disney que nos embala com historinhas de encantar onde todos são felizes para sempre andam a fumar umas cenas pesadas...

    o que eu penso, distante da minha tempestade, é que esses momentos bruscos e feios são necessários. trazem mudança. e a mudança é sempre uma coisa boa. mesmo que à primeira vista não pareça.

    * a resistência ao amor é um tema que, em breve, será capa do meu blog. sabes, aquele que TU JÁ NÃO COMENTAS HÁ SÉCULOS.

    minha linda, vou dormir. há que lutar contra as olheiras.

    um beijo enorme, cheio de saudades.

    ps - adorei imaginar-te a enfiar-te quase literalmente no artigo sobre as lulas, tentando escapar à fúria dos amantes...

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  2. ups...tens razão em muitas coisas e também na que me faz parar tudo e ir retribuir tanta atenção (tmabém na versão digital que me dás!)...
    p.s.- que fique em acta que eu vejo as "fotos da marquise da frente" todos os dias...

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  3. Estes posts sobre o amor são hoje uma constante nas minhas amigas... Será da lua?

    Apesar das lulas serem tenta(cula)doras, gostava que nos centrassemos mais nos homens, porque "ele há alguns" que valem a pena, mas realmente pode ser que andem tão escondidos que pareçam no fundo do mar! Só há então uma alternativa: lançar-se à água!
    Beijos,

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  4. Que fique em acta que (embora reconheço que este post possa parecer nessa direcção) eu não ando a tentar provar a teoria "que não vale a pena e tal" "que eles são todos iguais".

    Eu amando-me à água, eu abro portas gentilmente, eu partilho mesas (e depois percebo que a namorada vem junto), eu exponho-me com piadas em portinhol, eu sento-me em frente a "alguém" no metro...eu não devo é ter os olhos abertos ou então não sou é a rainha da paciência....

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  5. Ou ainda não se cruzou contigo a lula certa... ;)

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  6. de facto, não é ainda a paciência para com os homens a tua maior virtude, nem a abertura à diferença... vai haver uma altura em que não sentirás uma necessidade mais forte do que tu de fazer um relatório de todos os defeitos ou pseudo-defeitos que vês num gajo quando te cruzas com ele. digo eu, que me sinto muito confortável no mundo marinho, à cuca, à procura/espera do meu polvo... (desculpem, mas lula não soava tão pornográfico, apeteceu-me...)

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  7. acho que está na altura de nos retirarmos para um fórum um bocadinho mais privado, não?

    e obrigadinha pelos elogios à minha capacidade de análise crítica: "comes with the job", ou direi antes, "comes with life"...apenas ter paciência não é algo que me pareça "ter que ter" quando conheço pessoas do sexo masculino.....

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  8. ontem um rapaz de camisola de lã enfiada dentro das calças explicou-me que o "dating" era muito dispendioso, porque era suposto ser-se um cavalheiro e pagar tudo. fiquei encantada.

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